Release

: lóvi é mais um gesto nosso em direção à música: talvez nem tanto à sua história, mas ao seu espaço: um espaço musical: nesse sentido, é curiosamente um disco que começa a contar uma história de banda: é uma experiência pela qual passamos e precisávamos ser, como tanto, experiência: além da língua: nas palavras que cabem no mesmo idioma e sem idioma: chakras do coração: lóvi: um tanto biográfico, é um relato das várias viagens que fizemos durante estes anos: o disco, de maneira muito simples, vai de minas ao pará, de goiás à bahia: como compilação de nossos locais e perdidos: de nossos individuais e coletivos: visita livremente referências da música negra contemporânea numa brincadeira com os ritmos do pop eletrônico angolano das ruas de Lisboa: somado aqui a coros mezzo barrocos, mezzo caipiras: mas é também um relicário: um conjunto de pequenas devoções: convida Odair José para uma versão brejeira slide guitar de si mesmo, numa figuração harrisoniana e matuta da solidão: ou ainda: como um paul mccartney nosso: mais à frente, rouba de toda uma década de temas de novela a inspiração sentimental: uma saída qualquer: pois é um disco gravado quase todo durante o mês de janeiro de 2012: é um disco de férias: de curta-metragem: parece um filme: bang bang terceiro mundista: de sotaque americano: mas se escreve lóvi: é um disco feito em Belo Horizonte, hoje: não importa a que tempo se refira: é pré e pós carnavalesco: povoado pelas amizades profundas que fazemos em nossa aldeia: (graveola, fusile, iconilli, thiakov, markov, transmissor, mordeorabo): musical e/ou mais que isso, esse afeto revela uma verdade sobre nosso trabalho: ele sempre foi marcado por essa aventura autoral-barra-amorosa: nunca foi um segredo: sempre afetuosa, meio paródica, essa atividade macunaímica se junta: e se transmuta em qualquer um: mas também no um qualquer: onde o coro do meu coração curtir a noite demais: quando o apocalipse do amor revoltar o cânone: quando saber mesmo sem saber o devir: onde ter um quadro todo moderninho que um amigo meu me deu: quando ela for bandida: de cada qual em todos: intuição pura: é culpa do amor: e é bem simples: popular: se escreve em inglês de brasileiro: segue por universos os mais distintos: indistintamente: sem saber ou olhar prá trás: ou melhor, ao mesmo tempo: olha para trás ao passo que se move adiante: e olhando bem, o disco é um pequeno percurso referencial, mas também narrativo: a solidão, o humor e o que resta de tudo isso: (do we love in vain?): o verdadeiro amor é vão: é no mais: dance: em português ou inglês: não há regra nessa nossa aldeia: sem fronteiras: apocalípticos e amorosos.

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Feito com S2 em Belo Horizonte